| Gosto Gosto quando tenho tempo para que o mundo me pareça estranho quando em cada corpo há algo que me grita. (Cecília Meireles) |
NEM GOSTO DE CANJA DE GALINHA MAS ADMITO QUE FAÇA BEM À ALMA. E NESTA FASE DA MINHA VIDA APETECE-ME ESCREVER SOBRE A MINHA VIDA E SOBRE A VIDA DOS OUTROS. AFINAL, FAZ BEM À ALMA. DIZEM, PRONTO.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Resquícios
Ainda de fim de semana. É impressão minha ou o Pedro Abrunhosa cada vez está melhor? Quem escreve assim, não (me) desilude.
Vesti a luz do teu nome
E chamei-te pela noite
Entraste no meu sono
Como o luar entra na fonte
Trazes histórias e proezas
Dizes que tens tanto para me dar
Deixas sombras incertezas
E partes sem nunca me levar
E de repente, um mar sozinho
Ninguém na margem
Ninguém no caminho
Tão frio...
E o teu beijo mata-me a distância
Ninguém tão perto pode o que o beijo alcança
E o meu corpo chora quando o teu vai embora
Porque o teu mundo é tão longe
Tão longe
Pode o céu ser tão longe
Tão longe
Se a tua voz vibra em mim
Há um deserto que fica
Sou um capitão sem barco
E quando vens pela bruma
Acendem-se as estrelas no quarto
E dizes: trago a luz das sereias
Trago o canto da tempestade
E como o vento na areia
Deitas-te em mim feita metade
E de repente um mar sozinho
Ninguém na margem
Ninguém no caminho
De tão frio...
E o teu beijo mata-me a distância
Ninguém tão perto pode o que o beijo alcança
E o meu corpo chora quando o teu vai embora...
Porque o teu mundo é tão longe
Tão longe
Pode o céu ser tão longe
Tão longe
Se a tua voz vive em mim
Pode o céu ser tão longe - Pedro Abrunhosa
domingo, 9 de maio de 2010
Marca(s)
Acabadinha de chegar do Marquês ou, pelo menos, andei lá perto. Partilhar com Lisboa e com os benfiquistas esta conquista foi coisa que não consegui ignorar. É simplesmente marcante ver a cidade desta forma. Alegre, viva, eufórica, ruidosa, vermelha, sem idades, sem raças, apoteótica, a explodir de contentamento e satisfação. O Benfica é assim, do tamanho do mundo. Sem dúvida que ficará na história (minha também) esta noite. Obrigada. Benfica e Lisboa.
(Post Scriptum: Graças ao lindíssimo batom vermelho que a minha prima me ofereceu, desfilei uma pintura original no rosto durante toda a noite. Justificou-se. Ah pois é)
Quase, quase...

A mandar calar os portistas com um estrondoso chiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuu! Porque as coisas mais difíceis de conquistar sabem sempre muito melhor. Campeões, campeões, NÓS somos CAMPEÕES!!
Cumprimentos para todos os benfiquistas, merecem muito este título. É de todos nós! (Um beijinho muito especial para o meu pai.)
sábado, 8 de maio de 2010
Ideia (económica)

Tomei uma decisão. E porque não antes de comprar o(s) próximo(s) livro(s) ler aqueles que tenho? Começar a longa lista de livros que tenho a acumular pó? Hum? Da próxima vez que me apetecer um livro e o meu cartão de multibanco pedir para sair da carteira, irei lembrar-me desta minha ideia em jeito de promessa. Não será fácil, eu sei. Prometo esforçar-me, sim? Sendo assim, Feira do Livro este ano, nem pensar. Um óptimo fim de semana!
As minhas Viagens

E a viagem reservou-me também o final de outra "viagem". A bordo do Intercidades Lisboa-Porto, terminei o livro que andava a ler. E que bem me soube as palavras de "Célia" uma heroína cativante, terrena e espiritual no decorrer da minha caminhada até casa. Para suscitar o interesse (ou para me deliciar novamente) deixo aqui as últimas frases. Será desnecessário dizer que gostei muito.
"Encontrei um prato branco, debruado a ouro; uma jarra brilhante que me lembrava de ter enchido de lírios; havia muitos livros da Reader´s Digest. Também havia um envelope. Abri-o e contei 500 dólares. O seu breve bilhete dizia: Querida Célia, espero que, de uma pequena forma, isto te possa ajudar. Teu, Joseph Carr Brown. No dia em que o meu pai foi morto a tiro tinha tratado para que estas coisas fossem enviadas para Tobago, ao cuidado da tia Tassi.
Agora olho para o futuro; talvez venha a fazer alguma coisa dele."
("Onde crescem Limas não nascem Laranjas", Amanda Smith)
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